17 de agosto de 2017

Feira de Livros Cosmos chega pela primeira vez em Imperatriz


Uma viagem literária vai começar para os apaixonados por leitura de Imperatriz: a partir desta quinta-feira (17), a Feira de Livros Cosmos chega à cidade pela primeira vez com o objetivo de aproximar a comunidade do universo dos livros. Instalada na praça de eventos do Imperial Shopping, o evento ficará disponível ao público até o dia 06 de outubro.

De acordo com a organização, a feira traz mais de 18 mil títulos de diversas editoras para Imperatriz. Clássicos, best-sellers, ficção, livros infantis e autoajuda estão entre as diversas opções presentes na feira literária, que surge como incentivo à população que ainda não tem o hábito da leitura. “Nesse universo temos a oportunidade de conhecer novos lugares, viajar ao passado, registrar acontecimentos para construir um mundo melhor”, ressalta a coordenadora Marta Moro.

Durante a Feira de Livros Cosmos, serão comercializados livros a partir de R$5. O público poderá visitar a atração, de segunda à sábado, de 10h às 22h. Aos domingos, a feira funciona das 14h às 20h.

Fonte: Gil Carvalho

16 de agosto de 2017

Há 40 anos morria Elvis Presley


Há quarenta anos, mais precisamente em 16 de agosto de 1977, era encontrado o corpo do cantor Elvis Presley em Memphis, EUA. 

O rock perdia um grande bastião e a musica pop mundial perdia um artista. 

Inúmeras teorias conspiratórias tentaram forjar explicações para a morte do cantor, inclusive com a ideia de que ele teria sido envenenado. 

Com apenas 42 anos de idade, Elvis tinha pouco mais de 20 anos de carreira, 61 álbuns e mais de um bilhão de discos vendidos em todo o mundo quando foi fulminado por um ataque cardíaco. Elvis estava praticamente aposentado desde 1972. 

Obeso e viciado em medicamentos, ele viveu totalmente recluso. O último show de sua carreira aconteceu em 25 de junho de 1977 em Indianápolis. 

Suas músicas foram reeditadas e relançadas inúmeras vezes desde a sua morte. Sucessos como "Heartbreak Hotel", "Hound Dog", "Jailhouse Rock", "Love me Tender" e "Are You Lonesome Tonight" são reconhecidos mundialmente. 

Nos 40 anos de sua morte, estima-se que mais de 50 mil pessoas comparecerão a Graceland para prestar uma homenagem ao cantor.

15 de agosto de 2017

PEN quer permanecer na base governista mesmo com provável filiação de Bolsonaro


Partido Ecológico Nacional (PEN) pretende permanecer na base do governador Flávio Dino (PCdoB) mesmo com a possibilidade de filiação do deputado federal e pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSC). Quem garante é o deputado federal Júnior Marreca (PEN).
Em entrevista ao Jornal O Progresso de Imperatriz, Marreca afirmou que a pretensão da legenda é se manter aliada aos comunistas, e acredita que o apoio de Flávio Dino a candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), em 2018, não seja impedimento.
Bolsonaro anunciou recentemente sua saída do PSC. Um dos motivos seria o apoio da sigla ao governador Flávio Dino no Maranhão. Cotado para se filiar ao PEN, que deve se chamar Patriotas nos próximos dias, condicionou sua entrada à retirada de ação movida pelo partido no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o entendimento da corte de permitir prisões de pessoas condenadas em segunda instância. O anúncio surpreendeu as principais lideranças.
Resta saber, caso Bolsonaro realmente se filie ao PEN, ele permitirá a manutenção da legenda na base do governo do estado?
Marreca ainda admitiu que a eleição estadual poderá até ser mais difícil com a candidatura de Roseana Sarney (PMDB), porém acredita na reeleição de Flávio Dino.

12 de agosto de 2017

Uma tragédia ronda a humanidade mas você pode ajudar


O Banco Mundial financiou um estudo sobre o aquecimento global e segundo este, até 2100 (daqui à oitenta e três anos) a America Latina ficará quatro graus mais quentes. A tendência é que isto ocorra: 

- Muitas áreas enfrentarão secas extremas, inclusive a bacia do Rio Amazonas 
- Seca também nos Andes, porque todos os glaciares da região terão derretido 
- Furacões de categoria quatro e cinco, os mais devastadores, serão comuns 
- 77 milhões de latino-americanos não terão água potável para beber 
- queda dramática na produtividade das principais safras e na indústria pesqueira 
- Aumento do nível do mar de 1m40, inundando cidades litorâneas como Rio de Janeiro. 

Isso vai gerar o impacto social de milhões de imigrantes fugindo da hecatombe climática, do Nordeste, dos Andes e do Litoral, e buscando a sobrevivência nas zonas mais temperadas e altas. Uma tragédia sem limites 

Um time de especialistas respeitados, de mais de cento e quarenta instituições de pesquisa produziram o laudo aterrorizante, focados em saúde, geociência, biologia, química, física, agricultura e engenharia. Publicado em janeiro de 2017, este laudo é um atestado de que precisamos entrar em ação imediatamente. 

O consenso da tragédia que se avizinha alerta para a necessidade de mudanças que precisamos e tudo isto precede muito mais do que simplesmente consumir menos sacolas plásticas, menos carne vermelha, andarmos de bicicleta e tomarmos banhos curtos. 

É na verdade uma questão de luta Política, com P maiúsculo. Hoje em dia existem governos que - nacionais, estaduais, municipais - que enfrentam com mais energia a Mudança Climática. Outros, menos. 

Os EUA são a maior potência em emissão de carbono e Donald Trump não aceitou o Acordo de Paris, colaborando diretamente para que, no mínimo, tenhamos o aumento de dois graus no aquecimento global. 

O exército norte-americano ocupa o globo e suas forças são movidas diretamente pelo petróleo. Isto explica em partes as campanhas (des)organizadas no Iraque e a tentativa de viabilizar um governo mais "simpático" a Washington na Venezuela. 

Vale a pena lembrar que não é "a humanidade" que está causando a mudança climática. É na verdade um certo capitalismo predatório na forma de uma atividade econômica e social que gera lucros estratosféricos à uma casta minoritária de super-ricos e multibilionários que valorizam este tipo de extrativismo predatório. O capitalismo fossil é poderoso mas não invencível. 

O primeiro passo para se resolver o problema  é conseguir imaginar um mundo diferente do atual. Duzentos anos atrás, ninguém conseguia imaginar um mundo sem monarquias e sem escravidão. Cem anos atrás, direitos como salário mínimo, educação pública, voto da mulher etc. eram utopias. 

Faça um pouco por dia e entre nessa luta. Só lembrando que não existem "santos". Todos devemos pensar em um objetivo comum e lembrar que somos todos humanos. 

Precisamos pensar as mudanças cotidianamente e dar o primeiro passo. Comece então seguindo os seguintes links abaixo de instituições como o Greepeace, que não são financiadas por governos e são independentes: 

OBSERVATÓRIO DO CLIMA 
O Observatório do Clima reúne 35 das principais organizações ambientalistas, entre elas Conservação Internacional, Instituto Socioambiental, SOS Mata Atlântica e WWF. 
Twitter: @obsclima 
Facebook: https://www.facebook.com/ObservatorioClima 

REVISTA PÁGINA 22 (do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV) 
http://pagina22.com.br/ 
Twitter: @pagina_22 
Facebook: https://www.facebook.com/pagina22/ 

Em inglês, siga o 350.org (a maior coalisão global de entidades enfrentando a indústria do combustível fóssil) e o IPCC (é o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática - a maior autoridade internacional sobre o tema). 

350.org 
Twitter: https://twitter.com/350 
https://www.facebook.com/350.org 

IPCC 
Twitter: @IPCC_CH 
https://www.facebook.com/IPCC/ 

E já que você está aí afim de contribuir, por que não doar R$ 40 por mês para o Greenpeace? A Terra agradece e a humanidade também. Sua consciência dará o segundo passo rumo a ação - você ainda se informa e investe. Eles do lado de lá já estão podres de ricos 

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/ 

Como diria o slogan do Fórum Social Mundial : Um outro mundo é possível. E ele não apenas é possível, mas necessário. Para o bem da humanidade.

11 de agosto de 2017

Eleições 2018: Distritão e fundo de 3,6 bi são aprovados


No voto "Distritão" serão eleitos apenas os candidatos proporcionais mais votados. Isso vai despartidarizar as eleições e consequentemente fulanizar a democracia representativa. 

Na eleição proporcional  que disputei, fiquei entre os cinquenta mais votados para 21 vagas. Mesmo assim, acho a medida um retrocesso eleitoral. Defendo o fim das coligações e a manutenção do voto proporcional e mudanças pontuais nas regras de ocupação das vagas. 

Com as regras aprovadas, nos aspectos eleitorais, acaba-se o voto proporcional e os cálculos de quociente eleitoral. Entram os mais votados e os suplentes não são mais da lista partidária, mas os mais votados na fila.

Concordo que tem que ter um meio termo, mas o "distritão é outro extremo. Fim das coligações e divisão das "sobras" de quociente entre todas as chapas proporcionais inscritas já seria uma revolução democrática.

Fundo Partidário 

Aprovaram, na Comissão da Câmara, 0,5% da RCL da União, que pode chegar a R$ 3,5 Bi/ano. Isso é uma canalhice inqualificável. 


10 de agosto de 2017

Rapper Imperatrizense lança novo Clip


O rapper imperatrizense Wesley Lucas Silva, mas conhecido por Mc Mensageiro, lançou um clip de sua música nova cheia de idéias fortes e contundentes . Em breve estarei batendo um papo com ele  para saber mais sobre esse trabalho. "Papel, Caneta e Coração" é uma canção flagrantemente com influências hip-hop. Confira:

8 de agosto de 2017

Novo campus da Uemasul atenderá Centro de Ciências Agrárias


O novo campus da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) está sendo construído para atender, prioritariamente, o Centro de Ciências Agrárias (CCA). A obra, que conta com o financiamento do BNDS, está com a conclusão prevista em 14 meses.
A reitoria fez mais uma visita a obra do novo campus, na sexta-feira (04), acompanhada das coordenadoras dos curso de Engenharia Agronômica e Florestal, Isabele Batista e Nisângela Lopes e dos políticos, vereador Carlos Hermes e deputado estadual professor Marco Aurélio, ambos do PCdoB.
O presidente do Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), Renato Pereira, que também esteve presente nessa visita, destaca que o terreno onde está sendo construído o novo campus foi doado pelo Sinrural e que foi pensado principalmente nas pessoas que poderão ser favorecidas com a instalação da Uemasul. “São atividades totalmente ligadas ao agronegócio que formarão alunos que estarão preparados para trabalhar exatamente na atividade que a gente se dedica, que é o agronegócio”, relata.
A coordenadora do curso de Engenharia Florestal, Nisângela Lopes, observa que no campus Centro da Uemasul ainda não há espaço suficiente para as aulas práticas, “então aqui, o curso vai melhorar muito, com esses espaços novos”, conclui.
Isabele Batista, coordenadora do curso de Agronomia, também ressalta que “vai ajudar a formar realmente os profissionais de acordo com o perfil que se quer para a região”. A professora explicou ainda, que são feitos muitos convênios com outras instituições, empresas, fazendas para que os alunos possam exercer exatamente a prática do que é visto em sala de aula, então “aqui vai acontecer exatamente isso, a gente não vai precisar ir para outros lugares, vamos poder executar tudo aqui mesmo. Vai ajudar a tornar o centro de agrárias e a Uemasul um centro de referência”, ressalta.
A reitora Elizabeth destacou a participação do Sinrural nesse projeto da construção e diz que essa é “uma obra que vem trazer um dimensionamento muito grande para o engrandecimento da área de agrárias. É uma forma de identificar nossas aptidões, que temos nessa região, que é do agronegócio e a agricultura familiar”, observa.

Por Railson Andrade exclusivo para o Correio de Imperatriz

7 de agosto de 2017

A Venezuela é menos pior com Maduro


Publico aqui o texto do Professor da Universidade Estadual do ABC Paulista, Gilberto Maringoni. Tenho total acordo com ela e assino embaixo. Há um grupo aliado aos interesses mais escusos de potências estrangeiras que desejam usurpar as riquezas do povo venezuelano sem levar em consideração os interesses deste povo. Pra tirar suas dúvidas leia "As veias abertas da America Latina", de Eduardo Galeano. 

É DURO, MAS É MADURO! 
Por Gilberto Maringoni

É difícil tomar posição sobre a Venezuela. Há brutalidades, bestialidades, enfrentamentos, ferimentos, prisões, explosões, mortes e escassez generalizada. A capital é violenta, o cenário é sujo, os líderes do governo parecem não tomar banho há tempos e tudo parece meio revirado. 

Que a direita se some aos seus e brade um senso comum de "democracia", "direitos" e "liberdades" para apoiar uma oligarquia que disputa o poder com a fúria de quem perdeu há duas décadas o lugar quentinho da renda petroleira, tudo bem. 

Que ela faça coro com quem tem ramificações em Washington e no que existe de mais reacionário na política global, está na conta. 

Que a mídia internacional busque isolar Maduro e que ridículos jornais da periferia invoquem sacrossantas regras de seus manuais internos, a gente pode entender. 

Mas que lideranças de esquerda subam no muro - que favorece a reação - ou que se escandalizem com a aspereza do combate é algo a se deplorar. 

Não se trata apenas de " fazer o jogo da direita". Significa não perceber que luta de classes não é travada segundo os regras de etiqueta e com a nitidez de exército vermelho X branco, bonzinhos X malvados, com camisa X sem camisa ou casados X solteiros. 

Com toda a feiura do enfrentamento, é preciso perceber o que está em jogo e tomar lado. Não haverá uma cavalaria de garbosos soldados ao som metálico de uma corneta a inaugurar uma terceira via ou um caminho do meio pelo qual os justos, os limpos e as pessoas de bem possam pontificar sobre destinos mais elevados. Posição se toma enquanto o pau come. 

No caso venezuelano, não há como deixar para depois: a oposição de direita precisa ser derrotada! É incômodo, mas a eventual derrubada de Maduro levará o país a uma hecatombe brutal. Por isso é preciso apoiá-lo, com todo o ônus que tal gesto acarreta.

2 de agosto de 2017

Política de Temer diminui combate ao Trabalho Escravo


Em 2011, colaborei diretamente com uma publicação importante para o combate ao trabalho escravo em nosso país. O "Atlas Político Jurídico do Trabalho Escravo no Maranhão", elaborado pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos Carmem Bascaran, com sede em Açailândia, uma das cidades com mais alto índice de casos deste tipo no Brasil, descrevia de forma realista como funcionava esse fenômeno social nos dias atuais. 

Publicado em formato de livro pela Ética Editora, o texto trazia informações a partir do acervo de processos e relatos frutos de catorze anos de atuação do CDVDH/CB na luta pela erradicação desse mal. A publicação se constitui ainda numa amostragem das informações de diferentes órgãos governamentais atuantes tais como Policia Federal, Ministério do Trabalho, Ministério Público Estadual, MPF, ONU, Supremo Tribunal Federal entre várias outros. 

Último país a abolir o trabalho cativo nas Américas, em 1888, o Brasil tornou-se referência mundial no combate às formas contemporâneas de escravidão nas últimas duas décadas. Desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, em 1995, foram resgatados mais de 50 mil brasileiros em condições degradantes de trabalho ou submetidos a um regime de servidão por dívidas, triste resquício do predatório modelo de exploração da mão de obra dos tempos da Colônia e do Império. Os recentes avanços no enfrentamento ao problema estão, porém, ameaçados. 

Por insuficiência de recursos humanos e financeiros, as fiscalizações de denúncias contra práticas escravagistas estão em franco declínio desde 2013, quando 313 locais foram inspecionados e 2.808 trabalhadores foram resgatados. No ano passado, o número de estabelecimentos vistoriados caiu para 191, assim como a soma de resgates, 885. 

Segundo reportagem especial da Revista Carta Capital (Martins, Rodrigo em 01/08/2017) "Diante da obsessão da equipe econômica de Michel Temer de cortar gastos para aplacar a crise fiscal, as inspeções podem ser paralisadas a partir de agosto, alerta o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait). “Há tempos sofremos com a falta de reposição de pessoal e com a progressiva redução de recursos para as atividades de fiscalização do trabalho". 

Na reportagem ainda podemos ler: “É chocante. Enquanto desembolsa rios de dinheiro para que os parlamentares não convertam Temer em réu na Suprema Corte, o governo nega o essencial para manter as fiscalizações trabalhistas”, lamenta o jornalista e sociólogo Leonardo Sakamoto, conselheiro do Fundo das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão. “Desde o governo Dilma Rousseff, tem ocorrido uma progressiva redução de recursos para as atividades dos grupos móveis. Nunca vi, porém, uma paralisação por ‘pane seca’, por absoluta falta de dinheiro para pagar diárias de hotéis ou combustível dos veículos.” 

Há ainda diversos outros complicadores aqui no Maranhão. As denuncias envolvem várias autoridades públicas, entre quais políticos e juízes de direito que estão nos exercícios do cargo. 

"Saí em busca de trabalho e fui parar no inferno" (fala de um trabalhador resgatado do trabalho escravo, no documentário "Nas Terras Bem Virá"). 

Numa fala do filme "Spartacus" de Stanley Kubrick, a personagem aponta que inferno "é o lugar onde a ação mais simples do homem se transforma na mais dolorosa". A prática cotidiana mais simples é a forma em que o ser humano garante sua sobrevivência, ou seja, o trabalho. Portanto quando o trabalho se torna doloroso, supoe-se que esteja no inferno. 

Estima-se que ainda existam cerca de doze milhões de pessoas no mundo vivendo em situação análoga ao da escravidão, vivendo das migalhas do capitalismo.

31 de julho de 2017

Filme da Lava Jato mostrará entrega de mala de propina ao governo Roseana


Com estreia marcada para 7 de setembro, o filme A Lei é Para Todos, sobre os bastidores da Operação Lava Jato, mostrará, do ponto de vista da Polícia Federal, a entrega de uma mala de dinheiro para agentes do governo Roseana Sarney (PMDB). 

Ocorrido em 17 de março de 2014, nas dependências do Hotel Luzeiros, em São Luís, o episódio marcou o inicio da mais longa operação de combate à corrupção no país, com a prisão de Alberto Youssef, vivido no filme pelo ator Roberto Birindelli. 

O doleiro estava na capital para despachar R$ 1,4 milhão em propina paga pela UTC, como parte de um acordo de R$ 12 milhões com o governo de Roseana, relacionado ao pagamento fraudulento de R$ 113 milhões em precatórios à construtora investigada na Lava Jato. 

Segundo a delação de Youssef à época, a herdeira do oligarca José Sarney teria conhecimento toda negociata, que também levou a prisão do empresário João Abreu. 

Assista ao trailer:


O desabafo de Zeca Tocantins


Causou muitos comentários a declaração do cantor/compostor Zeca Tocantins, acerca dos frequentadores da praia que não conhecem a produção artística local.

"Você deve tá achando tudo lindo. Já foi ao teatro ? Já leu um livro de um escritor de Imperatriz?  Já ouviu um disco de um dos nossos artistas? NÃO. Então você apenas um grande Filho da Puta". (Zeca Tocantins)

O poeta desabafou pra cima da massa. Eu mesmo também já dei minha declarações polêmicas. Uma delas foi  constatar que quem gosta de música boa é crítico, a galera gosta mesmo é de zueira. (clicke aqui e reveja). 

A bem da verdade a molecada gosta mesmo é de bagaceira. Quem gosta de boa música é crítico e ponto final. A vida como ela é. Sempre foi assim. Os jovens do meu tempo saiam para o Fly Back pra pegar as "minas" e era só. Os de hoje ainda são do mesmo jeito, óbvio. E aí não importa se é música gringa ou nacional. 

Claro, dentro dessa geleia geral sempre haverá espaço para a boa música. O que acontece também é que a maioria das pessoas não tem acesso a elas. Nossas rádios e tv's são o pior que existe em "mais do mesmo" culturalmente falando. Ainda bem que temos a internet para fazer o contra-peso.

Zeca Tocantins, meu caro, essa imagem de "artista incompreendido" não lhe cabe mais. Você é um patrimônio cultural da cidade e suas músicas permanecerão vivas na História como hinos. Nem sempre o grande artista tem o reconhecimento em vida que merece, mas como diria a letra da canção: 

"..e se acaso pintar uma crise de grana faço um show de uma semana lá no Ferreira Gullar.." 
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