10 de janeiro de 2018

Atlas do Trabalho Escravo no Maranhão


Em 2011, colaborei diretamente com uma publicação importante para o combate ao trabalho escravo em nosso país. O "Atlas Político Jurídico do Trabalho Escravo no Maranhão", elaborado pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos Carmem Bascaran, com sede em Açailândia, uma das cidades com mais alto índice de casos deste tipo no Brasil, descrevia de forma realista como funcionava esse fenômeno social nos dias atuais .
Publicado em formato de livro pela Ética Editora, o texto trazia informações a partir do acervo de processos e relatos frutos de catorze anos de atuação do CDVDH/CB na luta pela erradicação desse mal. A publicação se constitui ainda numa amostragem das informações de diferentes órgãos governamentais atuantes tais como Policia Federal, Ministério do Trabalho, Ministério Público Estadual, MPF, ONU, Supremo Tribunal Federal entre várias outros.
Último país a abolir o trabalho cativo nas Américas, em 1888, o Brasil tornou-se referência mundial no combate às formas contemporâneas de escravidão nas últimas duas décadas. Desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, em 1995, foram resgatados mais de 50 mil brasileiros em condições degradantes de trabalho ou submetidos a um regime de servidão por dívidas, triste resquício do predatório modelo de exploração da mão de obra dos tempos da Colônia e do Império. Os recentes avanços no enfrentamento ao problema estão, porém, ameaçados.
Por insuficiência de recursos humanos e financeiros, as fiscalizações de denúncias contra práticas escravagistas estão em franco declínio desde 2013, quando 313 locais foram inspecionados e 2.808 trabalhadores foram resgatados. No ano passado, o número de estabelecimentos vistoriados caiu para 191, assim como a soma de resgates, 885.
Segundo reportagem especial da Revista Carta Capital (Martins, Rodrigo em 01/08/2017) "Diante da obsessão da equipe econômica de Michel Temer de cortar gastos para aplacar a crise fiscal, as inspeções podem ser paralisadas a partir de agosto, alerta o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait). “Há tempos sofremos com a falta de reposição de pessoal e com a progressiva redução de recursos para as atividades de fiscalização do trabalho". 
Na reportagem ainda podemos ler: “É chocante. Enquanto desembolsa rios de dinheiro para que os parlamentares não convertam Temer em réu na Suprema Corte, o governo nega o essencial para manter as fiscalizações trabalhistas”, lamenta o jornalista e sociólogo Leonardo Sakamoto, conselheiro do Fundo das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão. “Desde o governo Dilma Rousseff, tem ocorrido uma progressiva redução de recursos para as atividades dos grupos móveis. Nunca vi, porém, uma paralisação por ‘pane seca’, por absoluta falta de dinheiro para pagar diárias de hotéis ou combustível dos veículos.”
Há ainda diversos outros complicadores aqui no Maranhão. As denuncias envolvem várias autoridades públicas, entre quais políticos e juízes de direito que estão nos exercícios do cargo. 
"Saí em busca de trabalho e fui parar no inferno" (fala de um trabalhador resgatado do trabalho escravo, no documentário "Nas Terras Bem Virá"). Numa fala do filme "Spartacus" de Stanley Kubrick, a personagem aponta que inferno "é o lugar onde a ação mais simples do homem se transforma na mais dolorosa". A prática cotidiana mais simples é a forma em que o ser humano garante sua sobrevivência, ou seja, o trabalho. Portanto quando o trabalho se torna doloroso, supoe-se que esteja no inferno. 
Estima-se que ainda existam cerca de doze milhões de pessoas no mundo vivendo em situação análoga ao da escravidão, vivendo das migalhas do capitalismo.

3 de janeiro de 2018

Livros sobre a região tocantina: Marañon e Hy Brazil - o paraiso é aqui


O que tem haver o mito da antiga civilização de Atlântida, os mapas extraordinários renascentistas de  Piri Reis, uma velha gravura fenícia na Pedra da Gavéa (RJ) com os processos de ocupação da Amazônia Oriental, construção da Belém-Brasilia  e o Projeto Grande Carajás?

Para o professor e economista, mestre pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará, Janelder E. B da Costa, estes e vários outros aspectos apontam para uma lógica de que as terras que existem no "Mundo Quente" (trópicos)  sempre foram e sempre serão destinados a fornecer energia as terras do "Mundo Frio" (temperado).

Em seu recente trabalho publicado pela Ethos Editora "Marañon e Hy Brazil: Aspectos e mitos da formação econômica da Amazônia Oriental" , o Prof. Janelder  nos leva a passear por uma rica paisagem de conexões históricas e indícios fortes de que as terras brasilienses há muito são cobiçadas por civilizações mundo afora.

De forma erudita e bem elaborada o autor deixa na verdade um leque de "pontas soltas" e insinuações vivas que nós fazem imaginar realidades perdidas através das brumas do tempo.

Entra em cena relatos como a do professor alemão de História e Filologia Ludwing Schwennhagen, que afirmava ter sido a nação Tupí trazida para estas terras por obra dos Fenícios, vindos do Mar do Caribe ou Caraíbas.

Ou ainda segundo Onfroy de Thoron (1905), os reinos de Tiro e da Judéia realizaram expedições comuns, mencionando as viagens as frotas frotas do rei Hiram e do Rei Salomão (ele mesmo) , ao atual Amazonas, nos anos 993 a.C a 960 a.C.

Este mesmo Rio Amazonas que recebeu o seu nome da lenda das amazonas que eram mulheres guerreiras da mitologia helênica, antes se chamava "Maranõn". Em seu livro , Janelder E.B da Costa fala do diálogo descrito no livro do jesuíta Manoel Rodrigues, onde um espanhol indagava ao outro "Isso aqui é mar?" Ao qual o outro respondia: "Não";  ou então: - Mar?...Non!ou do latim Mara?..Non!

Os inúmeros relatos e mitos  apontam para a percepção de que as relações econômicas norte - sul sempre se basearam considerando que a função do mundo tropical é repassar energia ao mundo frio.  Isso até os dias de hoje. 

Através de controles financeiros exigidos pelos órgãos multilaterais tais como Banco Mundial e FMI os acordos econômicos jamais permitirão que países ricos em matérias primas como o Brasil, se desenvolvam.  

Essa realidade não é de agora e se materializa no cotidiano de vida dos habitantes do mundo quente quer seja pela divisão internacional do trabalho, quer seja ação de ong's e do aparelho estatal que visa apenas salvaguardar os interesses de grandes capitalistas.

No livro do Prof. Msc Janelder, temos muitas dúvidas serem levantadas com a eloquência do pesquisador que não teme romper paradigmas. Leitura certa para aqueles que desejam abrir a mente.  


2 de janeiro de 2018

Livros sobre a região tocantina: "Imperatriz: A Terra da Pistolagem"


Uma das grandes obras que ficará marcada na Sociologia local é o trabalho da pesquisadora Natália Mendes, intitulado: Imperatriz: A Terra da pistolagem. Para aqueles que já passaram dos 35, o termo é bastante familiar e remete ao tempo e lugar nosso que chegou a ser tipificado assim nacionalmente. 

Eu mesmo, criança, cheguei a ver o termo virando piada em um quadro humorístico do programa "Chico Anysio Show".  

- Quer contratar um pistoleito? Ligue em qualquer número utilizando o 721 (dizia o personagem se referindo ao então prefixo de Imperatriz-MA). 

Imperatriz e toda a região tocantina em seus ciclos migratórios, graças a projetos desenvolvimentistas experimentou uma fase de grandes conflitos fundiários que deixaram muitos rastros de sangue. 

Paralelo a tudo isso, os meios urbanos e crescentes da cidade experimentaram uma rotina de faroeste com assassinatos de prefeitos e figuras públicas que marcaram a época ao longo história. O cardápio de violências não parou por aí. A própria máquina estatal também coadunou para aumentar os indicadores. 

A famigerada "Operação Tigre", notabilizada pelo grau de derramamento de sangue de culpados e inocentes, colocou o aparelho repressor do Estado em plena funcionamento, eliminando agentes, fazendo a chamada "limpeza social" da área.  

Assassinatos de prefeitos e líderes camponeses ligados a igreja católica (Padre Josimo), intervenção violenta do Estado - todos estes fatores são minuciosamente analisados pelo olhar da socióloga Natália Mendes, que nos brinda com uma pesquisa de fôlego, essencial para se conhecer a história de um povo e sua região.  

O texto recheado de referências busca em dado momento debater quais fatores estão por trás do fenômeno da pistolagem. Novos e velhos atores ligados ao tema são apresentados sob as lentes do olhar sociológico onde comparecem pensadores como Hannah Arendt, Trotski, Weber, Foucault diálogando com pensadores renomados da região tais como Adalberto Franklin, Victo Asselin e Livaldo Fregona. 

Tudo isto faz encher os olhos do leitor para uma pesquisa viva e pulsante, coberta de significantes e significados que aos da terra tocantinense é tocante.  Assassinatos, memórias, fatos e lógicas sociais - como o próprio subtítulo do livro apresenta, faz com que "Imperatriz, terra da pistolagem" já entre para o rol do trabalhos essenciais para a compreensão da região da Amazônica Oriental. Berço do que existe de pior é melhor no mundo. Escrever e registrar tais fatos requer muita coragem nestas cercanias que ainda fazem chorar homens e mulheres. Em outros tempos e agora.

14 de dezembro de 2017

Sobre a eleição da mesa diretora na Câmara Municipal


Um fato inusitado aconteceu hoje durante a realização da votação para escolha da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Imperatriz. O grupo de vereadores que se organizavam para fazer oposição a reeleição do atual presidente José Carlos Soares resolveram simplesmente não aparecer. 

Segundo analistas políticos dos bastidores a estratégia era judicializar o processo e com isso anular a votação. Uma manobra vergonhosa e tipicamente eivada de interesses sabe lá Deus quais. Se esqueceram apenas que são a minoria e terão que por enquanto se conformar.

Não existe em nenhum lugar deste mundo um parlamento em que a minoria define o comando da casa. O debate aqui é de natureza política, não jurídica. O grupo "anti-Zé Carlos" (já que não divulgaram o nome do representante) perdeu por 11 x 10.

Sobre o fato inusitado e descabido de seus pares, o Presidente José Carlos Soares divulgou a seguinte opinião por meio das redes sociais: 

 "João Silva está procurando um detalhe irrelevante no artigo 15 do Regimento Interno da Câmara (presença de 2/3, ou seja, 14 vereadores), aplicável na eleição da mesa do início do mandato. Como a eleição de renovação da mesa ocorreu no primeiro escrutínio, com metade mais 1 dos votos (11 votos – maioria absoluta), e o artigo 16, II, do Regimento Interno da Câmara, admite a eleição por maioria simples (maioria dos presentes), e eleição de mesa diretora de Câmara Municipal é assunto interna corporis, não creio que o Poder Judiciário interfira. A bancada governista não se fez presente a eleição por livre e espontânea vontade de todos os 10 ausentes. A ausência dos 10 vereadores governistas não causou dano ao procedimento legislativo de eleição, nem causou dano institucional ou político a qualquer um dos 10 vereadores ausentes, que não compareceram porque não quiseram. O princípio constitucional da economia processual e do aproveitamento de atos processuais não prejudiciais as partes, recomenda o acatamento da decisão da maioria absoluta dos vereadores da Câmara Municipal de Imperatriz. "

4 de dezembro de 2017

Movimentos sociais e sindicais realizam ato contra reforma da previdência


Em reunião agora a noite com lideranças sindicais que se articulam como poder popular, foi encaminhado ajustes para a realização das MOBILIZAÇÕES DO DIA 05/12 C0NTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA. 

Ficou definido que se faria o ato com falas e panfletagem na PRAÇA BRASIL, nesta terça, 05/12, às 8:30HS, denunciando para a sociedade os prejuízos caso a REFORMA DA PREVIDÊNCIA venha a ser aprovada. 

Minha opinião é: Não caia no conto da Reforma da Previdência! 

Esses cretinos querem que o povo trabalhe até a morte! Lembra da reforma trabalhista que iria melhorar o nível de empregos? Pois é, aumentou foi a precarização. Quem tinha um emprego, em muitos casos foi precarizado, demitido, para se adaptar às novas e nocivas regras. 

O governo golpista e ilegítimo de Temer diz nas suas propagandas que esta reforma da previdência é para combater privilégios. Mentira! O maior privilégio neste país são os devedores da previdência, grandes empresas, que este governo nem fala em cobrar a dívida! 
Vamos à luta contra mais este ataque aos nossos direitos! 

(ESTIVERAM PRESENTES OS REPRESENTANTES DO Sindicato dos Bancários do Maranhão, Sindsaude, Apruma, Fetespusulma, Unidade Classista e Sinpesmi)

Eletrobrás - Um gigante do nosso desenvolvimento econômico


(Texto de Jorge Furtado)

Uma das empresas estatais que mais serviços tem prestado ao País é a Eletrobrás. Ela merece ter um lugar de destaque no rol das grandes empresas indutoras do desenvolvimento econômico, como o Banco do Brasil; o BNDES; a Petrobrás, etc. 

Antes da implementação da Eletrobrás a nação brasileira vivia na escuridão. Quem hoje pode agradecer a Deus a capitalização de mais de meio século de vida deve lembrar-se que energia elétrica no Brasil era um exercício de paciência e abnegação, mormente nas cidades interioranas mas próximas das capitais, as mais distantes nem lâmpada possuíam servindo-se do folclórico candeeiro. 

A iluminação residencial era precária. O rádio tinha dificuldade de emitir seus débeis sons, mais para chiado do que para som audível. Indústrias, nem pensar. O negócio era plantar milho e cana, e explorar o restinho dos cafezais. 

Conforme bem acentua, o nacionalista, Barbosa Lima Sobrinho, durante mais de 60 anos a eletricidade, no Brasil, esteve a cargo de multinacionais tais como a “Light and Power” e a “Bond and Share”. 

Leonel Brizola, ex-governador do Rio de Janeiro, foi acuado pela extrema direita, não pelo que tinha de carbonário, mais pelo “crime imprescritível" e imperdoável de ter encampado a “ Bond and Share”. 

Da “Light” conhecemos sua história, mesmo os mais jovens. Durante quase um século pagamos na tarifa de energia o preço da indenização dessa companhia que por força contratual teria amortizados seus investimentos naquele período de 100 anos e, após, seria entregue aos brasileiros, já quitadas com aqueles acréscimos nas contas de luz. 

Eis que o Brasil comprou a sucata por uma fábula de dólares já prestes a expirar o prazo em que ela viria para as mãos dos brasileiros. Pagamos duas vezes a mesma sucata. Até o ano de 1962, conforme destaca o Dr. Barbosa Lima Sobrinho, as multinacionais que nos sugavam haviam instalados no Brasil apenas 3.837 MW (megawatts). 

A Eletrobrás teve suas atividades iniciadas em 1962 e, até final de 2016, havia já instalados 47.533 MW, em 233 usinas com matriz energética diversas, com predominância de origem hidráulica. Portanto, a estatal, produziu 12 vezes mais, em apenas 54 anos, enquanto as multinacionais em 60 anos, produziram um doze avos da capacidade de uma única empresa brasileira. 

Aqueles desonestos e golpistas muito bem informados que afirmam que a Eletrobrás é uma estatal ineficiente, se arvoram aos prejuízos apresentados entre 2012 e 2015. A empresa amargou resultados negativos, mas por conta de gestão de políticas de governo e não por questões operacionais ou por ineficiência. A MP 579/2012, que resultou na Lei 12783/ 13 , provocou perdas da ordem de R$ 10 bi anuais. No entanto, a estatal apresentou resultado positivo de R$ 3,4 bi em 2016 e o resultado acumulado em 2017, já é de um lucro líquido de 2,272 bi e Ebtida CVM (lucro antes dos juros, impostos depreciação e amortização) de R$ 10, 284 bilhões . 

Além disso, a qualidade de seus ativos e de seu corpo técnico garante sua eficiência operacional. Isso é que é uma estatal brasileira, não as canalhices que os golpistas propagam. 

Jorge Furtado É Dirigente Sindical e funcionário de carreira da Eletrobrás-Eletronorte

Uma joia na Política


Diferentemente do que ocorre em vários Estados da federação, o Maranhão vem obtendo êxito e anunciando investimentos em vários setores da infraestrutura, conhecimento e tecnologia. 

A agenda neoliberal que vem tomando conta do país por meio de desonerações, desmantelamento na previdência, cortes de orçamento, envio de recursos para a iniciativa privada (o que é uma contradição aviltante), privatizações e etc, estão gerando enorme insatisfação popular. 

Esta agenda, derrotada nas urnas, agora corre o risco de ser derrotada nas ruas, através de mobilizações e a chamada “primavera secundarista”. 

No Maranhão, o atual governador do estado, Flávio Dino, se notabilizou ao questionar publicamente a canônica estrutura tributária que privilegia os ricos e onera os mais pobres. 

No Brasil as altas taxas de juros são incididas apenas sobre o trabalho. O capital e as grandes fortunas ficam aí livres, leves e soltas. Sem quaisquer sobretaxações. A estrutura fiscal enfim, é direcionada a sobrecarregar o trabalhador.  Na condução da política econômica o Governo Estadual tem ido na contramão desta política. 

A PEC da morte prevê congelamento de investimentos, salários e tudo mais que possa indexar o trabalho. No Maranhão o governo estadual tem anunciado a criação de universidade e rezado na boa cartilha à esquerda que orienta que em períodos de recessão é de bom tom aumentar os investimentos públicos. Só assim se consegue movimentar a economia positivamente. 

Infelizmente vivemos tempos sombrios. Isso no curto prazo atrapalha o Maranhão a se desenvolver. A União agora anuncia que para os Estados renegociarem suas dividas publicas, terão que congelar os salários. 

Como anunciei neste texto, mais uma vez o prejuízo vem a doses cavalares para o “trabalho”, e, doses leves para o “capital”. Faz parte da luta de classe fazer este debate. É preciso uma politica contra tudo isto que aí está. 

Os setores mais conservadores, mais duros da elite brasileira querem um governo que não faça nenhuma concessão às classes trabalhadoras. É preciso fazer a disputa de classes. Temos todo o tipo de inserção produtiva dentro de uma estrutura capitalista complexa: trabalhadores rurais, pequenos empreendedores, comerciantes, operários, funcionários públicos. Todos vivem do seu trabalho. Na contramão dos interesses daqueles que vivem de renda e os grandes produtores rurais. 

Felizmente temos um governador que entendeu a coisa! A luta pela democracia se faz em frente única!

(Este texto foi publicado originalmente no inicio deste ano na coluna Opinião do Jornal Correio. Naquele momento estudantes secundaristas ocupavam escolas Brasil afora e lutavam por mais investimentos em Educação)

1 de dezembro de 2017

Confira programação dos jogos do Campeonato Paradesportivo de Imperatriz


Em reunião realizada na quinta-feira (30), na Superintendência de Articulação Política da Região Tocantina, no centro da cidade, foi definida a programação dos jogos do Campeonato Paradesportivo de Imperatriz (CAPAZ), promovido pela Associação de Deficientes de Imperatriz (ADI).
A abertura acontece na terça-feira, dia 5, a partir das 8h, com a presença da Banda de Música do 50º BIS e apresentação de artes marciais. Em seguida acontecem os jogos de basquete em cadeiras de rodas, capoeira e futsal. No período da tarde estão programados os jogos das modalidades de futsal, xadrez, damas e tênis de mesa. Na quarta-feira, dia 6, acontecem as disputas de natação e atletismo.
O CAPAZ 2017 é composto por sete modalidades, disputadas na quadra e piscina poliesportiva da Unidade de Ensino Superior do Sul do Maranhão (Unisulma) e conta com o apoio do Governo do Estado do Maranhão, através da Lei de Incentivo ao Esporte, em parceria com o Grupo Mateus, por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel) e Superintendência de Articulação Política da Região Tocantins.
Programação
Terça-feira - Dia 5
08h Abertura com a Banda do 50º BIS e apresentação de artes marciais;
09h Jogo de Basquete em cadeiras de rodas;
10h Apresentação de Capoeira;
11h Disputas do Futsal;
14h Continuidade das disputas do Futsal;
15h Disputas de xadrez, damas e tênis de mesa.
Quarta-feira – Dia 6
08h Disputa da natação;
08h Disputa do atletismo.



3 de novembro de 2017

José Carlos, o maestro da política imperatrizense


Falem bem ou falem mal do atual presidente da Câmara, José Carlos Soares (PV), mas ninguém que tenha o minimo de bom senso deve subestimá-lo ou o tê-lo como político menor.
Forjado no contexto popular à partir dos cinco mandatos completos e mais um de três anos, sagrou-se como Presidente da Casa de Leis ao dar uma verdadeira aula de tática política em Hamilton Miranda (PP), que ainda hoje sonha em presidir novamente a Câmara.

Zé Carlos vem dando uma cara mais popular ao parlamento-mirim  ao contrário das gestões aristocráticas de antes e com isso de maneira afável entra para História política de Imperatriz em um cenário conturbado para quem ouse a entrar na política real.

Habilidoso politicamente não vacilou ao manifestar apoio ao atual governador Flávio Dino que tem se destacando muito graças a agenda de trabalho vigorosa no Maranhão, especialmente Imperatriz. 

Eu não tenho problema algum em ver e reconhecer tais virtudes em figuras como a de José Carlos Soares. A incoerência na verborragia e nas atitudes políticas de outros agentes políticos  não fazem  parte do seu repertório. O atual presidente da câmara quando fala nos temas da grande política pura tem mostrado ponderação e coerência. 

Politica se faz com o cérebro. Se for colocar outro órgão, que seja o coração, com paixão, nunca o fígado. Esta lição José Carlos sabe de "cór e saltiado".

30 de outubro de 2017

Só Freud explica Roberto Rocha


Alguns blogs da capital maranhense destacaram durante o dia de hoje um assunto pra lá de curioso: a obsessão do senador Roberto Rocha por Flávio Dino. Segundo dizem, Roberto Rocha estaria entrando em "parafuso" , culpando o governador por todos os males do mundo. 

Eventos já explicados como a depredação do prédio da Rádio Capital ou a prisão do ex prefeito Paulo Marinho são a todo momento lembrados por "Asa de Avião" (carinhoso apelido dado a Roberto Rocha) como sendo de responsabilidade de Flávio Dino.

Alguns teóricos freudianos afirmam que tal obsessão tem explicações no tal "estado de preocupação permanente". É que Roberto Rocha estaria vendo um horizonte nada fácil politicamente. Sem ter ninguém que lhe carregue nas costas e com a certeza da derrota em 2018, resta ao senador a pecha de traidor e um final melancólico em 2022.

A Radio Capital foi depredada por um grupo de desabrigados (uma síndrome dos nossos tempos), que revoltados com a expulsão da área, resolveram depredar as antenas da decadente rádio. Já Pulo Marinho foi preso sob responsabilidade jurídica de Brasilia. Um Juiz Federal constatou que ele não estava cumprindo suas obrigações como pai, com um divida que ultrapassa hum milhão de reais.

Muita calma nessa hora. 

28 de outubro de 2017

Governador Flávio Dino e deputado Marco Aurélio eleitos Membro Honorário da Academia de Letras


Baseado no novo estatuto da entidade, o presidente da Academia Imperatrizense de Letras - AIL, Raimundo Trajano Neto, apresentou, na reunião ordinária da AIL, proposta de conceder ao governador Flávio Dino o título de Membro Honorário da Academia Imperatrizense de Letras. 

Em sua justificativa, Trajano Neto observou que Flávio Dino sempre tem demonstrado apreço pela Academia, desde os tempos em que foi deputado federal visitava o SALIMP. "E como governador ele tem apoiado a realização desse evento e honrado com sua parceria". 

Por sua vez, o secretário da AIL, Domingos Cezar Ribeiro, aproveitou a ocasião para apresentar proposta nesse sentido, concedendo a mesma honraria ao deputado estadual Marco Aurélio Azevedo. A proposta do secretário foi endossada pelo acadêmico Francisco Itaerço Bezerra. 

O secretário da Academia Imperatrizense de Letras lembrou que o deputado Marco Aurélio foi o primeiro na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão a apresentar emenda parlamentar para o Vale Livro, beneficiando milhares de estudantes da rede pública de ensino. "Ele foi o idealizador de tão importante programa que beneficia milhares de estudantes, crianças de famílias humildes, que adquirem seus livros e colaboram com a movimentação financeira do SALIMP", disse Domingos Cezar, acrescentando: "Além do mais, ele é o 'Embaixador' da Academia, em São Luís". Colocado em votação, ambos foram aprovados por unanimidade dos presentes. 

O presidente Trajano Neto informou que os certificados serão entregues quando o governador Flávio Dino vir a Imperatriz prestigiar o Salão do Livro. (D.C.)
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